Thursday, May 18, 2006

Pensar.

Ela andou por toda a rua, não agüentava mais os noticiários. Queria fugir daquele mundo, via até motivos pra morrer. Sabia que não podia mudar e sentia-se então aflita e impotente em frente aquele abuso imenso da humanidade. Do ser igual que era tratado como um objeto, algo que pode ser descartado. O mundo girava em torno do poder, do dinheiro. De que adiantava ela, pequena... Querendo explodir.

Então, como já foi dito outras vezes. Assim ela decidiu.

“Não podendo eliminar a humanidade, suicidou-se”.

Se o fim dela foi certo?

Eu não sei.

Mas ela pensou... Descobriu o que era ser humano involuntariamente.

Faltava descobrir que ainda existem os humanos voluntariamente... os humanos Humanos.

Neles devemos confiar nossas vidas e deixa-las ir.

O medo atrofia.

A raiva dói.

Então. Viver e amar?

Quem sabe seja melhor nem pensar?

Wednesday, May 17, 2006

Só.

Ilusões...

Aconteceu, não pude evitar
E agora, iludido.
Sem sentido.
Sem querer?

Eu não gosto e não deixo de gostar.

Mas quem disse que será?
Vergonha...
Medo...
Razão...

Aconteceu, e foi só ilusão.




Frases:

"O caminho é dado, você anda"

"Arrependimento mata... Aprender não."

Monday, May 15, 2006

Parênteses

(uma pausa para um pedido - 15.05.2006)

Tá bom, tá bom.

Pode parecer coisa de louco, de maluco, desvairado.

Mas olhe lá o jornal e veja o que diz.

Humanos são 92 extra-oficiais, 74 oficiais.

Como o soldado de "Quem?" Quem eram esses?

Que vieram e passaram...
Num dia conturbado.

Foram-se.

...
...
...
...
...

.P arta de você primeiro.
.A ja.
.Z ele pela vida.

Quem?

Um roxo lábio encostava na verde grama, era dia, acaba de amanhecer, não havia nada ali. Só era mais um soldado, acho que o número 178650.
Ele foi para o céu ou para o inferno?Dizem que ele gostava de catchup puro.Outros falaram que ele era bissexual.Mas o que sei eu dele... era apenas o número 178650. Mais um HUMANO morto.Quem?

Sunday, May 14, 2006

Substantivos

E ele andava triste, mostrava isso evidentemente, como sempre mostrou tudo, era uma pessoa muito aberta. Ele olhava em volta, via o mundo como sujo. Não gostava desse presente, não chorava na frente de ninguém.

Tinha ambições na vida, era pobre, vivia bem assim. Mas ainda assim as ambições e desejos o queimavam por dentro, era apressado, não via a hora de ver seu império, imaginário até então, crescendo. Olhava dentro de si mesmo e via uma luz, gostava de impor e discursar.

Andava triste sim. Não sabia bem o que estava acontecendo, decepções, decepções. Era o Decepcionado, a vida era frívola, um sorriso amarelo era uma decepção. Hey Cara! As pessoas não são perfeitas! Era perfeccionista também, não gostava do erro, buscava a perfeição em si, mas ainda não era maturo o suficiente. Sofria por isso.

A Menina do Muro não o deixava dormir direito. Imperfeição em pessoa, na opinião do nosso caro Decepcionado. E ela não sabia bem pra que lado pular, então virava camaleão e se transformava lá em cima mesmo, mudava de cor. Um dia era azul, outro manchado de preto e branco, e de vez em quando bem colorida. Dizem que ela mudava assim por não gostar de si própria. Não sabia, perguntava-se todo dia quem era ela, e não gostava em total, então mudava, era verdade.

Na verdade a Menina do Muro procurava a perfeição no outros em pequenas coisas, mas gostava dos erros, acho que fazia ela se sentir bem. Gostava de ser aceita, sentia satisfação. Quem atrapalhava suas horas de sono era outra pessoa, e não o Sr. Decepcionado, era o Segredo, não sabia se havia ou houve um dia reciprocidade, mas a vergonha dava medo demais a ela pra dizer isso ao vento, então continuava preso dentro da cachola pulando, rodando, como uma criança entediada. Era medo de perder aceitação...

Esse Segredo, ah não diremos quem é menina do muro, acalme-se. Esse aí vivia quieto no mundo. Não falava muito, mas admirava. Era orgulhoso, tímido, sincero e frio. Dizia-se sensível e era mesmo... Mas não mostrava nada. Dizia em alto e bom som quando não gostava, mostrava bem quando queria omitir algo, sem medo de perder a aceitação. Mesmo assim tinha vergonha de certas coisas. Era tímido sim. Era um o Segredo afinal.

O Segredo tinha gostos estranhos, mas gostava de mistérios. Vivia por eles. Conheceu uma vez um Mistério que o fez cambalear, quase se revelou! O Mistério era tão bonito, atraia olhares... Até a Menina do Muro quase caiu lá de cima. O Sr. Decepção elogiou o Mistério... Era uma pessoa requisitada, porém quieta. Até eu, narrador onisciente, não sei muito sobre o tal.

Tinham as pequenas Estrelinhas também, eram três e ficavam próximas da Menina do Muro que estava lá no alto, ajudavam-na. Mas nunca conseguiram fazê-la descer... Mesmo assim tornavam a dor da vida menor. O muro era alto demais. Quem sabe um dia conseguiria descer, mas então quem seria? A Menina sem Muro? Hummm.

As estrelas eram lindas, faziam alegria, mostrava um caminho. Eram bem diferentes uma da outra. Pequeninas, eram tímidas, tinham caminhos tortos, como todos na história, mas parecia um caminho mais limpo... Elas nunca tinham notado muito o Mistério, não se importavam com ele.

Havia outros figurantes na história, como o Horizonte que vivia alegre, não dava pra saber bem se era isso mesmo que destino tomaria, mas ele parecia ter certezas. Pensava no futuro de diversas maneiras, querendo sempre o melhor pra si. A Menina do Muro guardava certa atração, achava nele um porto seguro. Entretanto o Segredo sempre a fascinara muito mais... Quem sobrava sempre era o Sr. Decepção, aparecia de vez em quando, rondava as pessoas de longe ou de muito perto.

A Sensibilidade estava os pensamentos de todos, nenhum sabia como usa-la de verdade, Menina do Muro era a única a já ter usado um dia, mas jogou no lixo depois de um tempo ruim. Sente saudades às vezes, mesmo assim prefere deixa tudo como está, acomodou-se.

Uma salada, um mundo sedento. A sede do Mistério era o Segredo, mas podia de repente cansar. O segredo buscava o cambaleio do Muro da Menina, mas preferia a segurança admirável do Mistério. A Menina do Muro corria por ele em busca da verdade do Horizonte, preferia o Segredo, admirava o Mistério e a Sensibilidade... Fugia da Decepção. Sensibilidade era opaca e estava distante. A Decepção buscava a todos e incrivelmente mais a Menina do Muro...

Por fim a vida leva todos ao mesmo local no final.